quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011


Máquinas e homens

Como é possível uma máquina devorar um homem? Levar-lhe os dedos, ou um braço? Esmagá-lo, até? E depois dele, vir outro homem e  continuar, como se nada fosse (com pensamentos de mais cuidado e respeito pela máquina). Há máquinas que só param quando bem entendem. Entretanto, estão só à espera de uma breve desatenção, um deslize de nada. É do que precisam.
Quando penso no amor que é obsessivo e sem fim, penso logo nas máquinas e nos homens. Na repetição. Nos movimentos repetidos e obstinados, (que é de onde nascem os resultados. Alegrias). 


Iolanda Bárria

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